quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vereador de feira acusa Capitão Flailton de superfaturar em sinaleiras da cidades de Feira de Santana, o secretário falou sobre o assunto.


Flailton afirmou que os altos custos das sinaleiras são explicados pela tecnologia dos equipamentos.
Você vai ver a denuncia do vereador Roberto Tourinho e também a resposta do secretário logo abaixo.
O vereador Roberto Luis da Silva Tourinho (PV) denunciou na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (21) que a prefeitura municipal de Feira de Santana adquiriu de forma super faturada nove sinaleiras.

Segundo ele, os equipamentos foram comprados e instalados pela empresa Tráfit que tem sede na cidade de Lauro de Freitas. O vereador anunciou em seu pronunciamento que um servidor foi exonerado por alertar o governo sobre irregularidades contratuais da Tráfit com a prefeitura de Salvador.
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De posse de uma vasta documentação, Roberto Tourinho denunciou que além de investir na compra e instalação dos equipamentos, a prefeitura de Feira teria custeado despesas com hospedagens dos funcionários da empresa. Em documentos entregues à imprensa constam os valores de cada sistema semafórico e os locais onde foram instalados.
O vereador também apresentou um ofício assinado pelo chefe da divisão financeira da SMT (Superintendência Municipal de Trânsito), Reinaldo de Souza Teixeira. O documento datado de 26 de setembro de 2011 foi encaminhado ao superintendente Denílson Santiago Santos, alertando-o que a empresa Tráfit cometeu irregularidades em processos de contratos de inexigibilidade com a Superintendência de Engenharia de Tráfego de Salvador.
Ainda de acordo com Roberto Tourinho a prefeitura utilizou 9 mil metros de fio para instalar as sinaleiras, o que ele compara a distância entre o abrigo Marajó (avenida Francisco Pinto) até o Parque de Exposição João Martins da Silva. “Os preços praticados pela empresa Tráfit são absurdos”, diz o vereador que citou exemplos.
“Um cabo de 03 milímetros por 1 e meio que a empresa diz ter custado R$ 15,38 custa em Feira de Santana R$ 2,35 o metro. Outro cabo com espessura de 04 milímetros por 1 e meio que a prefeitura pagou a empresa Tráfit R$ 19,30, custa nas lojas de materiais elétricos da cidade R$ 3,05”, enumerou.
Roberto Tourinho disse que de 2003 a 2008, gestão do ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho, foram investidos na aquisição de sinaleiras 187.702,00 (cento e oitenta e sete mil, setecentos e dois reais) e que com a implantação dessas atuais 

sinaleiras o governo municipal investiu 3.990.796,88 (três milhões novecentos e noventa mil, setecentos e noventa e seis reais e oitenta e oito centavos).
O vereador informou que essas denúncias já foram encaminhas recentemente para o Ministério Público e espera que a justiça possa cumprir com seu papel.
O Acorda Cidade tentou falar com o Secretário Municipal de Transportes e Trânsito, Flailton Frankles, mas não conseguiu. Até mesmo a Secretaria Municipal de Comunicação não conseguiu falar com o secretário a pedido de nossa reportagem.
O secretário rebate às denuncias.

Flailton afirmou que os altos custos das sinaleiras são explicados pela tecnologia dos equipamentos.
Em entrevista ao Programa De Olho na Cidade, o Secretário de Transportes e Trânsito de Feira de Santana, Flailton Frankles, rebateu as denúncias feitas pelo vereador Roberto Tourinho a respeito de um suposto superfaturamento na compra de sinaleiras para a cidade. O contrato feito entre a prefeitura e a empresa Tráfit, fornecedora dos equipamentos, foi no valor de R$ 3 milhões e novecentos mil.
“A aquisição dos equipamentos semafóricos obedeceu a um tipo de certame chamado inexigibilidade, previsto em lei, e passou pelos órgãos responsáveis por licitações na prefeitura”, disse Flailton.
Entre as irregularidades apontadas por Roberto Tourinho, está um tipo de cabo elétrico usado na instalação das sinaleiras que custou R$15,30 por metro. Nas empresas de Feira o valor cobrado, segundo o vereador, é de R$2,35. A empresa Tráfit utilizou nove mil metros de cabos para os serviços feitos na cidade.
O secretário ressaltou a tecnologia dos equipamentos utilizados para explicar os altos custos pagos pela prefeitura. “São semáforos modernos, que trazem uma redução dos acidentes. Usou-se cabos e fios submersos, que tem especificidades para suportar essas condições”, disse Flailton. Ainda segundo Flailton, os preços praticados em Feira são os mesmos que foram pagos em outras cidades.
Falta de percentuais
Em entrevista ao jornalista Valdomiro Silva, o vereador Roberto Tourinho questionou também a ausência, no contrato entre a prefeitura e a Tráfit, de um percentual para despesas com deslocamento e hospedagem, assim como para instalação dos equipamentos. “No contrato, eles não determinam percentuais. Tive acesso a outros contratos entre a empresa Tráfit e as prefeituras de outras cidades. Em todos eles há um percentual fixado”.
Ainda segundo o vereador, em Salvador, por exemplo, foram aplicados 25% para despesas de instalação de equipamentos e 5% para hospedagem, alimentação e deslocamento. Já em Feira os valores pagos correspondem a percentuais maiores. Ou seja: pagou-seR$ 272 mil para hospedagem e alimentação, mas se fossem usados os critérios de Salvador a quantia seria de R$ 136 mil. Já na implantação de equipamentos o gasto foi de R$ 817 mil, sendo que a quantia seria de R$ 684 mil nos parâmetros usados na capital.
A nossa reportagem aguarda um contato com o proprietário da empresa Tráfit, Mário Eugênio Flores. Ele informou que enviará, por e-mail, informações sobre os percentuais do contrato que estão sendo questionados por Tourinho.
As informações são de Kleiton Costa e Valdomiro Silva.