sexta-feira, 8 de abril de 2011

Jacobina: Polícia apresenta acusados de matar presidente da Câmara de Caém

Na manhã desta quinta-feira, 07, durante entrevista coletiva na sede Complexo Policial de Jacobina, o Coordenador Regional da Polícia Civil, Élvio Brandão, afirmou que a morte do vereador João de Souza dos Reis, "João de Quinho", foi motivada por “questões políticas e por interesses pessoais” dos acusados. O crime teria envolvido disputa por terra entre as famílias de “João de Quinho” e de um fazendeiro conhecido por “Antonio Candeeiro”, pai de Alexandre da Silva (Dandy) e José da Silva (Zé Ito), acusados terem participado diretamente da execução do crime, que contou ainda com a participação de Florisvaldo Pereira da Silva (Liu), todos presos na operação comandada pela 16ª Coordenadoria de Polícia do Interior em Jacobina e pela 24ª Companhia da Polícia Militar.
Outro fator, que teria motivado o crime, afirma o delegado Élvio Brandão, foi à disputa política. “João de Quinho” era concorrente político direto do vereador Lourivaldo Anjos dos Santos, o Louro de Mor, ambos legisladores no povoado de Piabas, no interior do município de Caem.  A eleição de “João de Quinho”, para presidência da Câmara de Vereadores, teria acirrado ainda mais a disputa entre os dois políticos. 
A trama para matar o vereador “João de Quinho” teria envolvido ainda outros dois legisladores, Ronaldo Alves de Oliveira e Jonas Pereira de Souza, que seriam beneficiados politicamente com a morte do colega.
Segundo o Delegado Titular de Jacobina, Henrique Moraes, que preside o inquérito, as investigações duraram quatro meses até o desfecho final. A prisão de uma quarta pessoa, que a polícia não revelou o nome, teria sido fundamental na elucidação do crime. Essa pessoa estava se preparando para fugir para São Paulo, quando a polícia efetuou a sua prisão. “Essa pessoa contou detalhes de como o crime foi tramado, apontando os envolvidos, informando local, dia e hora onde aconteceram as negociações, que resultaram na morte do vereador”, afirma o delegado.
As prisões dos três vereadores e dos demais acusados aconteceram simultaneamente. A operação contou com a participação de quatro delegados, 12 agentes da Polícia Civil e mais de uma dezena de policiais militares, sob o comando do Major Sérgio Moisés, 24ª CIPM de Jacobina, que participou pessoalmente das buscas aos acusados.